Política PR decide futuro de Lei num momento político delicado
Com um candidato da esquerda já no terreno, a posição de Cavaco Silva vai colocá-lo ao lado do Governo, se vetar o diploma, ou da oposição, se a promulgar.
A posição final do Presidente da República sobre a proposta de Lei das Finanças Regionais aprovada ontem pelo Parlamento na especialidade, com o sim da oposição e o não do PS, é decisiva sobre o futuro da lei. E é, apesar do esvaziar da crise política, politicamente delicada. A sua decisão será sempre lida assim: ou fica ao lado da oposição ou ao lado do Governo.
Neste caso, o poder do Presidente é reforçado. Por se tratar de uma lei orgânica - que está dentro das competências exclusivas do Parlamento -, a sua confirmação pelos deputados, após um eventual veto presidencial, obriga a que dois terços dos deputados tenham de confirmar a lei. E, com a óbvia oposição do PS, essa confirmação torna-se impossível. Resultado: um veto do Presidente põe um ponto final às pretensões da oposição.
À decisão de Cavaco terá de ser somado um outro factor: as eleições presidenciais. Com um candidato presidencial da esquerda (Manuel Alegre) já no terreno, uma eventual promulgação da lei acentuará a rota de colisão que os analistas políticos dizem existir há muito entre Belém e São Bento.
Ontem, um dia depois de o Conselho de Estado ter analisado o problema, Cavaco Silva insistiu no consenso entre as partes, manifestando-se esperançado em que "predomine o espírito de compromisso e a abertura ao diálogo" entre Governo e oposição para "vencer os desafios estruturais" do País.
"O Conselho de Estado fez votos para que na Assembleia da República predomine o espírito de compromisso e de abertura ao diálogo paciente e frutuoso, por forma a que Portugal possa vencer os desafios estruturais que tem pela frente. (…) tenho vindo a ser informado daquilo que lá está a acontecer, mas sobre isso não irei pronunciar-me", adiantou, à margem de uma visita a Penamacor.
Instado a comentar a falta de consenso parlamentar, Cavaco Silva foi parco nas palavras: "Sou uma pessoa de esperança. Até à última hora tenho esperança."
Apesar de nunca utilizar a pala- vra "demissão", José Sócrates sublinhou no Conselho de Estado que a aprovação da lei poderia abrir um problema político. Segundo o DN apurou junto de um conselheiro, o primeiro-ministro advertiu: "Os partidos sabem quais as consequências da apro- vação de alterações à Lei das Finanças Regionais." Ora, esse cenário chegou a estar implícito nas conversas com a oposição.
O tom do primeiro-ministro terá sido de "alguma crispação", segundo a mesma fonte. Mais resguardado, esteve Cavaco Silva cujo discurso foi similar ao que ontem continuou a veicular e que teve por base a "estabilidade política e a negociação". Quanto aos restantes conselheiros, o sinal transmitido foi sempre de "união e compromisso" como veio a reflectir a comunicação final. Calmo, Alberto João Jardim seguiu as pisadas do PR e nem comentou a Lei das Finanças Regionais. O tema dominou o Conselho de Estado. Afinal, Finanças Regionais eram, ontem, sinónimo de governabilidade.
por MANUEL CARLOS FREIRE /
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1487264
Pesquisa
Blogs começam a perder a graça para os adolescentesOs jovens começam a deixar os blogs para trás em busca de formas mais rápidas e curtas de se comunicar.Essa é conclusão de um estudo feito pela Pew Research Center, nos Estados Unidos. A pesquisa aponta que os internautas mais jovens perderam o interesse nos blogs e estão se voltando cada vez mais para formas curtas e portáteis de comunicação pela rede. A popularidade dos blogs entre os mais velhos, no entanto, se mantêm inalterada, afirmou a Pew.
Segundo o levantamento, o número de jovens internautas americanos entre 12 e 17 anos que escrevem em blogs caiu de 28% para 14% desde 2006. No mesmo período, os adolescentes que disseram ter feito comentários em blogs de amigos caiu de 76% para 52%. Na contramão da tendência adolescente, a proporção de adultos que disseram manter um blog se manteve estável desde 2006, ao redor dos 10%.
De acordo com os coordenadores da pesquisa, o desinteresse dos jovens pelos blogs está relacionado ao surgimento de outras ferramentas mais atrativas a esses grupos. Os adolescentes têm preferido, segundo mostra o estudo, colocar postagens mais curtas em micro-blogging e sites de redes sociais, como o Twitter e o Facebook, que permitem o envio mais rápido de mensagens - inclusive pelo celular.
Ainda de acordo com o estudo da Pew, 73% dos adolescentes americanos disseram usar sites de relacionamento social atualmente, contra 55% em novembro de 2006 e 65% em fevereiro de 2008. A pesquisa indica ainda um aumento da popularidade do acesso à internet pelo celular - 55% dos jovens entre 18 e 29 anos e 27% dos adolescentes de 12 a 17 disseram acessar a rede dessa maneira.
A pesquisa aponta também que, ao contrário do que posss parecer, o uso de micro-blogging faz mais sucesso entre os adultos jovens do que entre os adolescentes. Segundo o estudo, apenas 8% dos adolescentes leem postagens ou escrevem no Twitter, contra 19% dos adultos maiores de 18 anos. Na faixa etária entre os 18 e os 29 anos, o uso da rede de micro-blogging chega a 37%.
Cyberdependência
Passa muito tempo na internet? Isso pode ser mau sinalAs pessoas que passam muito tempo na internet e que, consequentemente, abdicam de outros aspectos da sua vida, são cinco vezes mais deprimidas do que os utilizadores que fazem um uso saudável da mesma.Quem o defende é um grupo de investigadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido. "A nossa pesquisa mostrou que o uso excessivo da internet está associado à depressão, mas ainda não sabemos o que vem primeiro - se as pessoas deprimidas são atraídas pela internet ou se a internet causa depressão", disse Catriona Morrison, uma das autoras do estudo. "Agora precisamos de investigar a natureza desta relação e avaliar a questão da causa", acrescentou. O estudo, que entrevistou 1.319 pessoas entre 16 e 51 anos, foi divulgado na revista especializada
Psychopathology.
Segundo os investigadores, houve um pequeno grupo de 18 utilizadores (1,2%) que desenvolveu um hábito compulsivo de uso da internet, substituindo a interacção social da vida real, por salas de chat e sites de encontros. Estas pessoas também apresentavam níveis moderados a graves de depressão. "A internet tem muita importância na vida moderna, mas os benefícios são acompanhados por um lado mais sombrio", afirmou Catriona Morrison. "Enquanto muitos de nós usamos a internet para pagar contas, fazer compras e enviar emails, existe uma pequena parte da população que acha difícil controlar o tempo que passa online, até ao ponto em que isto interfere com as suas actividades diárias", concluiu a investigadora.
Para Vaughan Bell, do Instituto de Psiquiatria do King's College em Londres, o pequeno grupo de pessoas, identificadas como "viciadas na internet", têm problemas emocionais e as conclusões do estudo "não são uma grande surpresa". "Existem, verdadeiramente, pessoas deprimidas ou ansiosas para quem a internet se sobrepõe ao resto de suas vidas, mas existem pessoas com casos parecidos que vêem muita televisão, refugiam-se em livros ou compram compulsivamente”, explicou.
Exportações"Made in China" ou "Comprado pela China"?A China continua a ser "a fábrica do mundo", mas nos últimos dois anos tornou-se também um grande investidor internacional, empenhado em diversificar as suas colossais reservas em divisas.
O último grande negócio noticiado em Pequim, no valor de 956 milhões de dólares (682 milhões de euros), diz respeito à compra de uma participação na empresa financeira britânica Apax Partners. Como noutras operações idênticas, a aquisição é feita nome da CIC (China Investment Corporation), um fundo soberano criado em 2007 pelo governo chinês com um capital de 200 mil milhões de dólares (142 mil milhões de euros). Aquele valor corresponde a 8,3 por cento das reservas da China em divisas, as maiores do mundo e que no final de 2009, somavam 2,4 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros).
Segundo também revelou hoje a imprensa oficial, a CIC está em conversações com o grupo italiano Enel SpA para comprar uma participação na Enel Green Power. O sector da energia é, aliás, um dos que mais tem atraído a CIC. Em novembro passado, o fundo chinês investiu 2,2 mil milhões de dólares (1,57 mil milhões de euros) na empresa norte-americana AES e um mês antes, na Rússia, comprara 45 por cento das ações da Nobel Oil Group por 300 milhões de dólares (214 milhões de euros). Também no ano passado, a CIC comprou 17,2 por cento de uma grande empresa mineira canadiana, por 1.500 milhões de dólares (1.070 milhões de euros) e 11 por cento de uma companhia estatal do Kazaquistão.
Os primeiros investimentos da CIC, feitos em duas instituições financeiras norte-americanas, nas vésperas da crise global, não foram propriamente um sucesso, mas, no conjunto, os resultados são considerados positivos.
No final de 2009, o património do fundo estava estimado em quase 300.000 milhões de dólares (214.200 milhões de euros). "Em termos técnicos, a CIC tem do melhor que há na China", disse um diplomata europeu sobre os quadros do fundo soberano chinês.
Em 2008, a revista norte-americana Time incluiu o presidente da CIC, Lou Jiwei, entre as "100 personalidades mais influentes do mundo". Ex-vice-ministro das Finanças, nascido em 1950 e formado em economia, Lou Jiwei é também membro suplente do Comité Central do Partido Comunista Chinês. O "número dois" da CIC, Gao Xiqing, três anos mais novo que Lou Jiwei, estudou nos Estados Unidos e trabalhou numa empresa da Wall Street, em Nova York. Entre os dez membros do Conselho de Administração figura uma mulher, Hu Xiaolian, vice-governadora do banco central, e o mais novo, Liu Shiyu, director não-executivo, tem 49 anos.
Cerca de um terço das reservas chinesas está investido em títulos do Tesouro norte-americano, mais ainda sobra muito para outros negócios. A economia chinesa, entretanto, continua com um elevado índice de crescimento: 8,7 por cento em 2009 e 10 por cento este ano, segundo as previsões do FMI.
FamaO empresário que aluga famosasRichard Lugner paga 150 mil dólares a celebridades para o acompanharem no baile da ópera de VienaO que é que Pamela Anderson, Paris Hilton, Sophia Loren, Nicolette Sheridan, Raquel Welch têm em comum? Além de famosas e ricas, foram todas fotografadas ao lado de Richard Lugner, um empresário da construção civil austríaco conhecido por andar sempre rodeado de beldades.
Aos 77 anos, o "argamassa", como é chamado na Áustria, prepara-se para mais um date de sonho: Lindsay Lohan vai sentar-se ao seu lado no baile da ópera de Viena, um dos eventos mais badalados da Áustria. "Como?" é a pergunta que se impõe, embora a resposta esteja na ponta da língua dos mais invejosos: o dinheiro. Talvez por isso, Richard Lugner seja conhecido, entre outras coisas, como o aluga-celebridades. Em entrevista ao "New York Post", o empresário confessou pagar 150 mil dólares (€106.000) pela companhia de uma celebridade.
Claro que os seus créditos não ficaram em mãos alheias, não fosse ele um empresário de sucesso. Como contrapartida exige que, além de o acompanharem no evento, as celebridades façam uma sessão de autógrafos num dos seus centros comerciais em Viena. E foram muitas as mulheres que aceitaram as suas condições: nomes tão prováveis como Paris Hilton e Pamela Anderson, mas também as improváveis Sophia Loren ou Andie MacDowell. Para este ano, o empresário vai ficar-se pela segunda escolha, depois de ter "despedido" a primeira opção: Katie Price, concorrente a um reality show inglês, que falou sobre o convite aos tablóides antes do tempo.
Privar com Lindsay Lohan não será, contudo, tarefa simples, já que a cantora e actriz americana está a recuperar de um problema de alcoolismo. "O agente pediu-nos para assegurarmos que ela não bebe álcool durante a viagem e estadia", disse Lugner, que ordenou, entretanto, que fossem retiradas todas as bebidas do minibar da suite onde Lohan vai ficar instalada. "E pedi aos empregados do hotel para não lhe servirem qualquer bebida. Apenas água mineral", acrescentou.
Há 19 anos que Richard Lugner paga a celebridades para o acompanharem no baile da ópera de Viena. A primeira famosa a sentar-se no seu camarim foi a discreta Sophia Loren. Depois, os gostos de Richard mudaram passando a convidar mulheres como Pamela Anderson, Carmen Electra e até a ex-spice girl Gerry Halliwell. Em 1999, o empresário foi acusado de desprestigiar o evento, numa altura em que tentava trazer a ex-secretária de Bill Clinton, Monica Lewinsky. Mas o convite nunca chegou ao outro lado do Atlântico.
“Brandos costumes”, onde?Cobranças difíceis: Jaguar do marido de Sónia Araújo explodeVítor Martins foi sócio de Aurélio Palha, empresário assassinado à porta da discoteca Chic.O fogo que destruiu o automóvel do marido da conhecida apresentadora da RTP Sónia Araújo, na noite de terça-feira, em Vila Nova de Gaia, terá resultado de uma acção de cobranças difíceis. Um aviso em forma de ameaça. Ao que o i apurou, é essa a linha de investigação que está a ser seguida pela Polícia Judiciária do Porto, que se deslocou ao local após o incêndio que atingiu o jaguar de Vítor Martins.
O i soube que o empresário da restauração terá várias dívidas, nomeadamente com fornecedores, em montantes avultados. A Polícia Judiciária, que continuava ainda ontem a realizar perícias ao automóvel, tenta agora identificar os autores do fogo posto. O empresário não mora na rua onde incêndio aconteceu, mas era várias vezes visto no local, pelo que a polícia acredita que os seus movimentos terão sido estudados pelos suspeitos. Vítor Martins estava a assistir ao jogo de futebol entre o Porto e o Sporting - tinha deixado o Jaguar descapotável estacionado na rua do escritório de um amigo e sócio com quem fora ao Estádio do Dragão.
Por volta das 21h00, os moradores da Rua Adelino Amaro da Costa ouviram uma grande explosão. Alguns dos que vieram à rua, assustados, viram um Audi A3 passar a grande velocidade, segundos após o incêndio ter início. A PSP e os Sapadores Bombeiros de Vila Nova de Gaia chegaram momentos depois, quando os moradores tentavam apagar as chamas, recorrendo a extintores. Cinco carros que estavam estacionados ao lado do Jaguar verde foram também afectados pelo fogo e um dos moradores chegou mesmo a retirar o seu Renault Clio do lugar para as chamas não lhe chegarem.
Fonte:
http://www.ionline.pt/conteudos/home.html