quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Voltamos dia 15/06 - Fiquem bem

Assinalou-se o Dia de Portugal

Cavaco Silva: «A verdade gera confiança»

Portugal pode ser um país de vencedores», disse o PR num apelo à auto-confiança dos portugueses.

PR pediu maior credibilidade dos decisores políticos e disse que a abstenção elevada nas europeias foi «sintoma de desistência». No discurso pronunciado em Santarém, o Presidente da República considerou que «os níveis de abstenção» registados nas eleições europeias «são sintomas de desistência e resignação que só empobrecem a democracia».
Acrescentou ainda que «o alheamento não é a forma mais adequada e eficaz de enfrentarm os os desafios e resolvermos as dificuldades», referiu. Cavaco Silva, que falava durante as cerimónias do 10 de Junho, acrescentou que sem instituições prestigiadas é difícil mostrar às populações que o seu voto pode fazer a diferença.
Certo de que «a verdade gera confiança e a ilusão incerteza», o Chefe de Estado pediu o reforço da «credibilidade» dos decisores políticos e lembrou que «os pressupostos éticos são necessários nas instituições, nos negócios e no trabalho. Asseguro aos portugueses que nas boas como nas más horas estarei aqui», acrescentou.
Cavaco Silva lembrou que «a ausência de escrúpulos e de princípios de alguns» esteve na origem da actual situação económica mundial e avisou que «o desenvolvimento não pode processar-se à margem do social e dos imperativos éticos. Portugal pode ser um país de vencedores», acrescentou, num apelo à auto-confiança dos portugueses.

«Presidente não é o porta-voz da oposição»

Sócrates diz que Cavaco não pôs em causa a legitimidade do Governo e que não lhe enviou «recados»

A tentativa dos partidos da oposição de «transformar as eleições europeias em legislativas» é «um abuso», referiu esta quarta-feira o primeiro-ministro.
José Sócrates rejeita a ideia de que o Governo tenha perdido a legitimidade após a derrota eleitoral de domingo, refere a Lusa.
O chefe do Executivo rejeitou ainda a ideia de que o Presidente da República tenha defendido, no seu discurso, nas comemorações do dia de Portugal, em Santarém, que o Governo perdeu a legimitidade após o desaire do PS nas europeias.
«O Presidente da República não é o porta-voz da oposição, bem pelo contrário, e ainda por cima no dia 10 de Junho», afirmou. «Aqueles que querem transformar as europeias em legislativas enganam-se. Nestas eleições não perguntaram aos portugueses acerca do Governo e do futuro, essa pergunta será feita nas próximas eleições legislativas». «Essa pergunta virá e nessa altura ver-se-á o que é que os portugueses querem», acrescentou.
Em relação ao discurso de Cavaco Silva, em que este condenou a forte abstenção e apelou a uma visão «estratégica de médio e longo prazo», «alheia a calendários imediatos» para antecipar o pós-crise, Sócrates considerou que «não era um recado para o Governo».
«O senhor Presidente da República refere-se às tarefas que o país tem pela frente. Todos os órgãos de soberania, todos os que dirigem organizações empresariais têm o dever de dar o exemplo e lutar pelos desafios com que o país está confrontado», defendeu Sócrates.

Economia nacional

Anos negros no horizonte

Vem aí mais uma contracção severa. O desemprego vai crescer até ao final de 2010, e o preço das casas vai continuar a cair o resto do ano. Dados do INE confirmam previsões do Banco de Portugal. Consumo privado recuou 1,7% e procura interna registou evolução negativa.

A economia nacional vai enfrentar, no segundo trimestre deste ano, uma contracção severa, que se segue a uma quebra de 3,7% nos primeiros três meses deste ano, segundo os dados publicados terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A agência de ratings Fitch alerta, num relatório publicado esta quarta-feira, que o crédito hipotecário vai continuar pressionado nos próximos meses, já que a economia nacional deverá registar uma «contracção severa».
No conjunto de 2009, a Fitch aponta para um recuo de 3%, a que se seguirá um ano de 2010 que será, na melhor das hipóteses, de estagnação. Quanto à taxa de desemprego, que atingiu os 8% no primeiro trimestre deste ano, vai aumentar até ao final do ano que vem, quando deverá atingir valores em torno de 10%. A agência alerta que esta deverá ser a maior recessão da última década e meia.
No que se refere ao preço das casas, temática também abordada pelo relatório da Fitch, o índice da Confidencial Imobiliário, cresceu 1% em Março, mas no conjunto do primeiro trimestre diminuiu 0,67%. Durante o resto do ano, diz a Fitch, os preços devem continuar a cair mas de forma moderada.
A agência alerta que o valor médio dos imóveis comprados com recurso a hipoteca registou uma forte queda, acompanhando o declínio do mercado e aponta o dedo à introdução de novos produtos de crédito e à subida dos rácios entre o valor do empréstimo e o da garantia prestada, que levaram à deterioração do perfil de crédito das transacções de títulos associados a créditos hipotecários à habitação. Apesar da evolução do mercado, a Fitch sublinha que o sistema bancário português continua forte e bem capitalizado.

PIB contrai 3,7 por cento

No relatório, o Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que a economia portuguesa registou uma contracção 3,7%, no primeiro trimestre de 2009, muito devido à forte contracção da procura interna, sobretudo do investimento. É a maior redução desde 1977, ano em que o Banco de Portugal começou a compilar os dados.
«No primeiro trimestre de 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) diminuiu 3,7% em volume face ao período homólogo de 2008 (menos 2%, no trimestre anterior). Esta diminuição do PIB no primeiro trimestre esteve associada à evolução negativa da procura interna, cujo contributo para a variação do PIB foi de -5,6 pontos percentuais (-0,9 p.p. no trimestre anterior), sobretudo em consequência do comportamento do Investimento e, em menor grau, do consumo privado», avança o INE. Face ao trimestre anterior, o PIB diminuiu 1,6% (-1,8% no trimestre precedente). Ou seja, o INE reviu em baixa a sua primeira estimativa para a variação do primeiro trimestre do PIB que apontava para uma descida de 1,5%.
O INE revela que a procura interna apresentou uma diminuição homóloga de 5,1% em volume no primeiro trimestre de 2009, o que compara com a variação de -0,8% verificada no trimestre anterior. Esta evolução «resultou em larga medida do comportamento do investimento, que registou uma contracção de 19,8%, e da evolução do consumo privado (variação de -1,7%)», justifica.
Segundo a mesma fonte, enquanto «no quarto trimestre de 2008 a variação negativa do PIB esteve associada à redução brusca e considerável das exportações, no primeiro trimestre de 2009, a redução do PIB reflectiu a forte contracção da procura interna».

Exportações e Importações diminuem de forma expressiva

No que respeita ao investimento, o sector da construção foi aquele em que se registou o contributo mais intenso para a diminuição do PIB (-1,5 p.p). Este agregado baixou 15% em termos homólogos.
Também as despesas de consumo final das famílias apresentaram uma variação homóloga de -1,7% em termos reais no primeiro trimestre de 2009, o que compara com o crescimento de 1,1% registado no trimestre anterior.
As despesas de consumo final das famílias residentes em bens de consumo duradouro(automóveis e outros) foram a componente que mais contribuiu para a diminuição do consumo privado, recuando 18,9% em termos reais no trimestre em análise. O investimento apresentou uma acentuada diminuição em termos homólogos (variação de -19,8%), após ter registado uma variação de -7,6% no trimestre anterior.
De acordo com os dados mais recentes disponíveis para o comércio internacional, as exportações e as importações de bens e serviços «recuaram de forma significativa» no primeiro trimestre, em termos homólogos. As exportações registaram uma diminuição homóloga de 20,8%, após a variação de -8,8% verificada no trimestre anterior.
Já o emprego total para o conjunto dos ramos de actividade da economia diminuiu 1,6%, nos primeiros três meses do ano, o que compara com a variação de -0,1% registada no trimestre anterior. O emprego por conta de outrem também diminuiu em termos homólogos, passando de uma variação de 1,1% no quarto trimestre de 2008 para -0,7% no trimestre seguinte.
Recorde-se que as últimas estimativas do Banco de Portugal, divulgadas em Abril, apontavam para uma contracção do PIB de 3,5%.

O ano de todos os anúncios

Faro quér Cidade Judiciária

Logística aprovada para Policia Judiciária e Palácio da Justiça terem novas intalações.

A Câmara Municipal de Faro deliberou ontem, em reunião do Executivo Municipal, aprovar a cedência ao Ministério da Justiça de dois lotes de terreno para a construção das novas instalações da Directoria do Sul da Policia Judiciária e do novo Palácio de Justiça.
A futura Cidade Judiciária de Faro ficará localizada na Lejana de Cima, Estrada Senhora da Saúde, em Faro, perto do Fórum Algarve, ocupando um terreno com uma área de cerca de 10.500m2, cuja avaliação está neste momento a ser concluída pelos serviços técnicos da autarquia, com o objectivo de, ainda este mês, a Assembleia Municipal poder deliberar a desafectação do domínio público para o domínio privado municipal.
O protocolo entre o Município e o Ministério da Justiça será aprovado nas próximas semanas e o concurso lançado até ao próximo mês de Setembro. A Cidade Judiciária de Faro deverá abrir até 2012.
A Câmara de Faro pretende igualmente que as actuais instalações da Policia Judiciária de Faro possam no futuro acolher serviços do próprio Município. Para o Presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário trata-se de uma decisão muito importante para Faro e para a região, melhorando as condições de funcionamento da justiça na Capital do Algarve.

quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Crónicas Sem Tempo

Prognósticos, só no fim das Eleições

Este Bloco de Esquerda, é um Partido sanguessuga, alimenta-se do trabalho alheio e das burrices dos governantes que com as sua grossas asneiras jogaram milhares de votos para os braços do BE.

Se alguém tinha duvidas que a Europa não representa nada para os cidadãos europeus, a demonstração está feita com os elevadíssimos níveis de abstenção nacionais em todos os países da União Europeia. Em Portugal o grande Partido vencedor das eleições foi precisamente o Partido Abstencionista que cativou 63% dos votos não expressos, a maior maioria absoluta, que o conjunto de todos os Partidos concorrentes ficaram a milhas de distância, somando 36% de votantes, contando tudo – votos válidos, nulos e brancos, e só estas duas parcelas somam 6,6%, o que quer dizer que votos válidos são exclusivamente 30%, tirando toda e qualquer legitimidade ao acto eleitoral. Em democracia, por um se ganha e por um se perde, mas há uma condição essencial – é necessário que os votantes sejam mais de 50% dos correctamente inscritos nos cadernos eleitorais. Foi o caso da eleição de Cavaco Silva, para Presidente da Republica, tendo ganho com 50,6% dos votos, daí ter sido eleito à primeira volta, salvando-se por 0,6% de disputar um segundo round com Manuel Alegre, de que sairia certamente derrotado, porque a esquerda no País é maioritária.
Esta votação não passou de um Plebiscito contra o Governo do Partido Socialista, contra Mário Soares e contra o Primeiro Ministro José Sócrates e suas politicas ditatoriais. Para que um Referendo seja considerado válido tem de haver mais de 50% de votantes, caso contrário não é considerado e aquilo que esteve a ser referendado, não é levado à prática, digamos que não passa de um treino, um exercício de preparação para o jogo decisivo, que são as eleições regulares para a Assembleia da Republica de onde sai o Governo, devido ao regime parlamentar do sistema. As eleições presidenciais, porque também temos um sistema misto semi-presidencial, e finalmente as eleições autárquicas que regulam o poder local, aquele que se aproxima mais do verdadeiro sistema democrático, onde os cidadãos melhor controlam os autarcas, estando mais próximos dos órgãos municipais que regem as suas vidas para o bem ou para o mal consoante a honestidade dos eleitos.
O apelo ao voto feito pelo Presidente da Republica, não teve qualquer eco no sentimento dos portugueses, que estão fartos de tanta mentira, tanto engano, tanto desprezo da classe politica que só fingem gostar das pessoas durante os 15 dias que duram as campanhas eleitorais e que qualquer peixeira constata quando nesse curto período, eles vão vender o seu peixe nos mercados municipais, feiras e romarias. Há até políticos especialistas na matéria, como o “Paulinho das Feiras”, o “Miranda da Lota de Matosinhos”, o “Fernando Gomes do Mercado do Bulhão” e os candidatos a autarcas dos concelhos de província que igualmente exercitam a mesma demagogia nos mercados, feiras e associações cívicas que no período eleitoral “compram”, os votos com chorudos subsídios que lhes não saem dos bolsos, estando numa situação de favorecimento em relação aos restantes candidatos que não têm acesso aos dinheiros públicos das autarquias. Mesmo assim, acontecem sempre surpresas em todas as eleições e nas realizadas a 7 de Junho de 2009 para o Parlamento Europeu, o PS e seu Governo, jogando com todos estes meios, sofreu uma estrondosa derrota, somente devido à frontalidade politica de um homem chamado Paulo Rangel, e à sábia escolha de Manuela Ferreira Leite, a lider que acabou com a bagunça no PSD/Santanista, criando uma lufada de ar fresco, escondendo as mazelas dos outros políticos medíocres sem rosto que se candidataram.
O resultado mais surpreendente, foi o obtido pelo Bloco de Esquerda, que conseguiu capitalizar dezenas de milhares de votos de militantes, simpatizantes e normais votantes do PS, discordantes das politicas seguidas nos últimos 4 anos – contra os Juízes, Funcionários Públicos, Professores, Agricultores, Notários, Médicos, Enfermeiros, Policias, Militares, Populações mais carecidas, de doentes, idosos e reformados pobres a quem foram criadas dificuldades acrescidas com o fecho de Centros de Saúde, Urgências, Maternidades, Jardins de infância, tendo-se fechado ATL'S e Creches privadas de grande qualidade, colectivizando estabelecimentos semelhantes sem as mesmas condições de opção e escolha pelos familiares.
Este Bloco de Esquerda, é um Partido sanguessuga, alimenta-se do trabalho alheio e das burrices dos governantes que com as sua grossas asneiras jogaram milhares de votos para os braços do BE, que vivendo da enorme capacidade e competência politica do Dr. Francisco Louçã, obteve um resultado histórico que jamais acontecerá, a não ser que o Eng Sócrates, continue a desbaratar o crédito que os portugueses lhe deram em 2004, com uma maioria absoluta imerecida e pessimamente usada para afrontar tudo e todos.
Em politica, como na vida, nem tudo se pode fazer ou permitir, e ao escolher para cabeça de lista o Prof. Dr. Vital Moreira, o PS cometeu um erro de palmatória e o resultado está bem à vista. Em artigo que publiquei neste blogue, analisei a ida de Vital Moreira à festa da CGTP no primeiro de Maio para que não foi convidado. Começou aí a sua monumental derrota ao tentar criar um novo caso “Marinha Grande”. Só que, Vital Moreira, não é Mário Soares e o anti-comunismo primário, apesar de estar bem latente, está, agora um pouco mais esbatido, pese embora, os ciclos eleitorais onde as fábricas de propaganda alienadora e centrais de mentiras e manipulação de consciências sejam por demais evidentes com dezenas de sondagens onde os prognósticos falham rotundamente.
Manuel Aires

Movimento de Defesa do Pontal

Parque Natural da Ria Formosa está ameaçado

Apoiados num projecto concreto, como um primeiro exemplo daquilo que os cidadãos esperam dum parque, organizações ambientalistas e políticas acordaram mobilizar-se para a defesa do Pontal.

Segundo o Movimento de Defesa do Pontal “uma legislação permissiva, baseada em Projectos de Interesse Nacional (PIN's), facilita que novos projectos turísticos e imobiliários sejam apresentados para esta área protegida. Por outro lado, esta área está degradada e nunca prestou qualquer serviço às populações. Após a notícia do último PIN para o Pontal, foi perguntado ao governo sobre a situação deste projecto. Na resposta foi informado que osproponentes teriam retirado a proposta inicial”.
Apoiados num projecto concreto o Pontal, como um primeiro exemplo daquilo que os cidadãos esperam dum parque, organizações ambientalistas e políticas acordaram mobilizar-se para a defesa do PNRF. Assim, foi decidido pelo Movimento de Defesa do Pontal, relançar uma plataforma para defensa do PNRF em particular o Pontal. Para este objectivo utilizaremos o mesmo nome que há 4 anos: "Movimento pela Defesa do Pontal" (MDP). O Movimento de Defesa do Pontal é aberto a todos e todas os cidadãos e cidadãs, a todas as associações e organizações, partidospoliticos que assumam o compromisso da defesa intransigente do valoresnaturais e sociais do Parque Natural da Ria Formosa, e o seu usufrutode forma aberta, regulada e sustentável”.
Tendo como fim último a defesa do PNRF e dos seus valores, o MDP propõe que “o Pontal constitua um exemplo a seguir no modelo de gestão do PNRF a saber; defesa do ecossistema lagunar lutar conta a situação de abandono a que o PNRF tem vindo a sofrer criar áreas compatíveis com a fruição pelas populações dos espaços naturais, sempre que tal seja ambientalmente sustentável. Criar um espaço digno para usufruto eeducação ambiental das populações, associações e movimentos dosconcelhos de Faro e Loulé, bem como de todos os que nos visitam”.
A plataforma considera que a melhor maneira de defender o parque “é pela via de propostas concretas que representem benefício para aspopulações da região, especialmente de Faro e Loulé. Uma primeira proposta será constituída pelo projecto de desenvolvimento apresentado recentemente pelo BE na Assembleia da CMF. Isto, no entendido que a preservação e protecção do parque supõe uma intervenção humana mínima para permitir e encorajar as pessoas no desfrute dos seus recursos naturais". Dentro deste espírito, o Movimento de Defesa do Pontal organizará outras actividades paralelas.

Para saber mais, click em http://defesadopontal.blogspot.com/

Postal internacional

O novo negócio no Irão

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad anunciou notoriamente que não há homossexuais no Irão. Curiosamente, ele tem razão. Agora percebe-se porquê.

No Irão, de acordo com a lei islâmica, a homossexualidade é punível com pena de morte. Ironicamente, as operações de mudança de sexo para além de legais, são aceites por uma sociedade que apenas reconhece homens e mulheres mas nada no intermédio. Há, portanto, uma indústria em explosão no Irão - as cirurgias de mudança de sexo.
O Observatório do Mundo desta semana na TVI revela a opressiva garra da teocracia iraniana e as consequências do que é ter que viver amordaçado. Atraídas por pessoas do mesmo sexo, mas obrigadas a negar o seu verdadeiro íntimo, uma nova geração de homens e mulheres iranianos adopta a única via legalmente permitida - a transexualidade.
Socialmente envergonhados e condicionados por terem de negar a sua sexualidade, jovens homossexuais recorrem, nem sempre de boa vontade, a uma drástica medida: a cirurgia que os transformará no sexo oposto.
Todos os dias no consultório do Dr. Bahram Mir Jalali, a sala de espera enche-se de novos candidatos para a operação. O cirurgião mais conceituado de Teerão realiza mais cirurgias de mudança de sexo num ano do que as que a França realiza em dez.
Observado segundo aqueles que vivem à margem, o documentário é um provocador testemunho sobre aquilo a que as pessoas se submetem e até onde vão para obedecer a regras. O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad anunciou notoriamente que não há homossexuais no Irão. Curiosamente, ele tem razão. Agora percebe-se porquê.
Matéria Pública

Dia Mundial do Ritmo Cardíaco

Prevenção do coração passa pelo Hospital de Faro

Iniciativa pioneira celebra-se por todo o país, e junta 10 hospitais portugueses.

No âmbito do Dia Mundial do Ritmo Cardíaco, que se assinala no próximo Sábado, dia 13 de Junho, a campanha "Bate, bate Coração" irá promover a a maior iniciativa nacional de sensibilização sobre as arritmias cardíacas, com a colocação de bancas informativas em 10 hospitais nacionais, simultaneamente, entre as 10 horas e as 18 horas.
Os hospitais que aderiram a esta iniciativa foram: os hospitais de Santa Maria e de Santa Marta em Lisboa, o hospital Prof. Dr. Fernando da Fonseca na Amadora, os Hospitais da Universidade de Coimbra, os hospitais Distritais de Faro, Santarém e Setúbal, o hospital Infante D. Pedro em Aveiro, o Hospital de São Marcos em Braga e o Hospital de Santo António no Porto.
Entre as 10 e as 18 horas de dia 13, os portugueses poderão dirigir-se a um destes hospitais, procurar as bancas informativas da campanha e colocar dúvidas aos profissionais de saúde presentes, que aceitaram colaborar voluntariamente com a iniciativa. No local, também será possível aprender a medir o ritmo cardíaco com um cartão especialmente concebido para o efeito e aprender mais sobre as arritmias, através dos vários folhetos informativos que os participantes poderão levar consigo.
A iniciativa tem como objectivo a sensibilização dos portugueses para as arritmias cardíacas, as suas causas, mitos, formas de prevenção e tratamento, bem como incentivar a partilha de testemunhos entre portadores de pacemaker e desfibrilhadores (CDI´s), chamando a atenção para este problema de saúde muitas vezes silencioso, afirma o Dr. Carlos Morais, Coordenador Nacional da Campanha “Bate, bate coração”.
Uma arritmia é uma perturbação do ritmo dos batimentos cardíacos e pode ter consequências fatais quando não tratada. Os sintomas de alerta são as palpitações, fadiga, vertigens, tonturas, transpiração irregular, enfraquecimento, falta de ar, dor de peito e ansiedade. No entanto, muitas vezes, as arritmias não provocam sintomas, e por isso, grande parte da população em geral desconhece os seus riscos. A falta de informação é um dos principais factores que pode levar à morte inesperada, repentina e não acidental, conhecida como morte súbita.
Participe nas iniciativas da campanha “Bate, bate coração” e esteja atento ao seu ritmo. Para mais informações visite o site http://www.batebatecoracao.com/.

As obras que duram, duram, duram...

PS exige a entrega das casas em Monte Gordo

Autarca de VRSA atrasa entrega de casas sociais para ter "argumento de arremesso" em plena campanha eleitoral.

O PS de Vila Real de Stº. António (VRSA) tem vindo a detectar um conjunto de manobras políticas, por parte do presidente da câmara, cujo propósito, parece ser, o de condicionar e dirigir a decisão dos eleitores, nas eleições autárquicas do próximo mês de Outubro.
Segundo o comunicado emitido por aquela secção concelhia, “a última dessas manobras, está relacionada com a entrega das casas em Monte Gordo. Das casas que se estão a construi na zona nascente de Monte Gordo, a Câmara só adquiriu 50 fogos para arrendamento. A entrega das chaves acaba de ser anunciada para depois do acto eleitoral, quando está previsto que as casas estejam acabadas ainda antes do Verão terminar. Claro que se percebe perfeitamente qual é o propósito desta manobra dilatória, tendo a autarquia recebido cerca de 2.000 inscrições para atribuição das casas. Se as atribuir antes das eleições, ficam 1.950 inscritos, e respectivas famílias, de fora. E é normal que não fiquem propriamente satisfeitos com os critérios que irão presidir à distribuição. Logo, também é normal que fiquem descontentes com o presidente da edilidade e muito renitentes em votar nele no acto eleitoral autárquico que se avizinha”.
Jovita Ladeira, presidente do PS de VRSA e candidata à autarquia, acrescenta que “por outro lado, se os fogos só forem entregues depois das eleições, o que é que os “manobristas” pensam que pode acontecer: são 2.000 pessoas, e respectivas famílias, que continuam na expectativa de lhes ser atribuída uma casa, estando, por isso, predispostos a votar na equipa camarária que supostamente lhes fará a entrega da sua nova casa”.
Os socialistas de VRSA dizem que não estão dispostos a pactuar com este tipo de manobras, que não revelam mais do que uma indigna falta de ética política. Assim, o PS “alerta a população para a falta de transparência neste processo e para a intenção que existe de jogar com os sentimentos de todos quantos estão inscritos para receber uma nova casa e iniciar uma nova vida, obrigando-os a manter-se na esperançosa expectativa, até que passe o acto eleitoral de Outubro.
Esta não é a política de verdade que o PS defende. É bom recordar que em anteriores eleições o PS atribuiu as casas antes do acto eleitoral, atitude que contrasta com a postura da actual Autarquia. O PS exige que a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António se comprometa a entregar as casas logo que estejam terminadas, sem manobras dilatórias de nenhuma índole.
E se por qualquer imprevisto, justificado, houver algum atraso na finalização dos fogos. Então a câmara que divulgue a lista dos contemplados antes das eleições. Os critérios estão estabelecidos, as candidaturas apreciadas, não existe nenhuma razão para adiar a sua divulgação e deixar milhares de famílias na expectativa. Isto sim, seria actuar com a tal transparência que o
actual presidente do município tanto defendia quando estava na oposição”, e que afinal não pratica.

Festival superou expectativas

Edição do FIMA "mobilizou" quase dez mil pessoas

Perto de 10 mil pessoas encheram as plateias das salas que receberam os 11 espectáculos, em 23 actuações, da 31.ª edição do Festival Internacional de Música do Algarve (FIMA). A ópera «Aida» - que iniciou a 10 de Abril o ciclo de dança, música e recitais - esgotou e sozinha rendeu perto de 50 mil euros.

O FIMA cresceu em público este ano, aumentando em três mil o número de espectadores em relação a 2008. «Fico feliz por verificar que o público correspondeu às expectativas, algo ambiciosas, que tínhamos aquando a apresentação do cartaz de artistas para o FIMA. Muitos espectáculos esgotados e outros tantos com ocupações na ordem dos 90 por cento atestam isso», diz o director artístico do evento, o maestro Osvaldo Ferreira.
Apenas dois mil lugares - dos pouco mais de 12 mil que totalizam a capacidade máxima dos espaços que acolheram o festival - ficaram por preencher nesta edição. «O balanço final é realmente satisfatório e em alguns sítios as expectativas iniciais foram superadas», refere o presidente do Turismo do Algarve, António Pina, adiantando que o evento que celebra a música e a dança na região vai continuar em 2010.
A «Aida» esgotou nos dois dias em que se apresentou no Teatro das Figuras e quase encheu por completo o Centro de Congressos do Arade. Proeza semelhante conseguiu a Orquestra do Algarve e o Coro de Câmara Lisboa Cantat no dia 24 de Maio na interpretação da Missa de Mozart K337: os 500 lugares da Igreja Matriz de Loulé foram totalmente ocupados.
O divertido quarteto de cordas internacional Yllana obrigou, com o espectáculo PaGAGnini, a alguns ajustes no espaço do Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel Spa, preparado para receber 200 pessoas. Com a grande afluência de público, a sala apertou-se para que todos pudessem assistir ao momento mais lúdico do festival, também muito aplaudido no Casino de Vilamoura.
O FIMA 2009 passou em itinerância por doze concelhos algarvios e teve um custo de 300 mil euros, 100 mil dos quais investidos pelo Turismo do Algarve. Oito patrocinadores e receitas globais superiores a 100 mil euros são outros números a acrescentar à organização deste grande festival, uma co-produção do Turismo do Algarve e do Teatro Municipal de Faro que decorreu entre 10 de Abril e 31 de Maio. O Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel Spa surge na 31.ª edição como parceiro oficial e nos patrocínios estão os nomes das Águas do Algarve, Ana Aeroportos, Águas de Monchique, Caixa de Crédito Agrícola, Universidade do Algarve, Embaixada da República da Polónia, Solverde - Casino de Vilamoura e a Associação Turismo do Algarve.
O Turismo do Algarve e o Teatro Municipal de Faro contaram ainda com o apoio financeiro e logístico das câmaras municipais de Albufeira, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, São Brás de Alportel, Silves, Vila Real de Santo António e Tavira.

Opinião

(com o perdido de publicação)

Bastonário da Ordem dos Advogados ou Provedor do Cidadão?

O Sr. Dr. António Marinho e Pinto foi eleito, em 30 de Novembro de 2007, Bastonário da Ordem dos Advogados. Os seus eleitores foram os Advogados portugueses. Porém, a estrutura da Ordem dos Advogados contempla outros órgãos, quer com funções executivas, quer com funções disciplinares e jurisdicionais, cujos membros foram também, naquela data, sujeitos a escrutínio eleitoral (Conselhos Distritais, Delegações de Comarca, Conselho Superior e Conselhos de Deontologia).
À Ordem dos Advogados (e, por conseguinte, a todos os seus órgãos) está atribuída a defesa do Estado de Direito e dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos bem como a colaboração na administração da Justiça. Mas também lhe está cometida zelar pela função social, dignidade e prestígio da profissão de advogado, defender os interesses, direitos, prerrogativas e imunidades dos seus membros e reforçar a solidariedade entre os advogados (art. 3º do Estatuto da Ordem dos Advogados, aprovado pela Lei nº 15/2005 de 26 de Janeiro). Estas atribuições não são exclusivas do Bastonário, antes se impõem a todos os órgãos da Ordem dos Advogados, se não mesmo à actividade e conduta diárias de todos e cada um dos advogados, porquanto constitui um nosso dever não prejudicar os fins e prestígio da Ordem dos Advogados e da advocacia e colaborar nas atribuições da nossa organização profissional (art. 86º do Estatuto da Ordem dos Advogados), sendo também nossa obrigação defender os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, pugnando pela boa aplicação das leis e pela rápida administração da Justiça.
Nessa medida, não é lícito ao Bastonário invocar a exclusividade dessas atribuições e, muito menos, arvorar-se como o único paladino da defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, como o vem fazendo de forma pública, ostensiva e, até, arrogante. E muito menos lícito lhe é supor - e, pior, transmitir publicamente essa sua suposição – que quem dele discorda (quer quanto ao conteúdo, quer quanto ao estilo) não defende a advocacia, a Ordem dos Advogados, os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Neste erro enredou-se obstinadamente o Bastonário e dele tem dificuldade (ou não pretende) em desembaraçar-se.
Nas suas intervenções públicas o Bastonário tem conseguido concitar apoio popular. Apoio que vai granjeando à custa de invectivas contra a própria classe que o elegeu para a defender, dignificar e prestigiar. Sem apontar casos concretos, quedando-se por lugares comuns, explorando e acicatando sentimentos populistas de revolta, o Bastonário da Ordem dos Advogados repete, recorrentemente, aquilo que todos já sabemos, que comentadores, jornalistas, fazedores de opinião e políticos afirmam, candidamente e sempre em termos genéricos, quanto à corrupção, à falta de transparência nos negócios do Estado, à morosidade e inoperacionalidade dos Tribunais e ineficácia dos serviços administrativos. Mas sem apontar um caso concreto que seja. E o apoio popular será ainda maior se se referir às “maçãs podres” da advocacia (que, afinal, reconduz, aos casos já conhecidos e profusamente noticiados, nada acrescentando, em concreto, de novo).
Para isto a advocacia não precisa do actual Bastonário. Chegam-nos os comentadores e os jornalistas. Para julgar as “maçãs podres” temos os tribunais e os órgãos disciplinares da Ordem dos Advogados.
Não precisamos de um Bastonário que, com sede de protagonismo popular, faça dos restantes órgãos da Ordem e dos profissionais forenses os seus alvos preferenciais e adversários por excelência. Não queremos um Bastonário que actue às escondidas dos advogados que deveria representar, propondo ao poder político alterações ao Estatuto da Ordem dos Advogados sem sequer auscultar a opinião dos seus pares. Não pretendemos um Bastonário que lance, pública e despudoradamente, anátemas e generalizadas suspeições sobre todos e cada um de nós, numa voragem demagógica sem precedentes. Rejeitamos um Bastonário que se proponha vender a alma e a credibilidade da advocacia para os seus objectivos pessoais de poder desmesurado.
Envergonha-nos um Bastonário que não sabe nem quer ouvir os seus pares e que negoceia secretamente com o poder político a urgência da aprovação da proposta alteração do Estatuto por troca do que é nosso e sempre nos foi muito caro. Desilude-nos um Bastonário que, com inúmeros sinais de reprovação e generalizada contestação, se recusa demitir-se ou, pelo menos, não assume a iniciativa de pacificar a situação actual na Ordem dos Advogados, reforçando a solidariedade entre os seus órgãos. Não nos merece crédito um Bastonário que conflitua e confronta permanentemente os demais órgãos eleitos da Ordem, os advogados e desprestigia e descredibiliza a profissão, sem objectivos precisos e com navegação à vista.
Não queremos um Bastonário que actua em função de interesses pessoais de populismo e só discorre sobre os verdadeiros e sérios problemas da advocacia, da Justiça e da cidadania quando pressionado pelas circunstâncias e pela intervenção primeira dos restantes órgãos da Ordem. Não admitimos um Bastonário que adormece perante a funcionalização dos advogados no regime de apoio judiciário e que assobia para o lado quando o pagamento de milhares de euros é reclamado por quem se sacrifica no patrocínio oficioso dos cidadãos; que ressona profundamente perante a aplicação do novo Mapa Judiciário que afasta cada vez mais os cidadãos dos Tribunais; que ignora os graves e nefastos efeitos do diploma do denominado “planeamento fiscal agressivo” quanto à inadmissível devassa do sigilo profissional dos advogados; que silencia quanto ao encarecimento das custas processuais, clamando vitória por – segundo alega – ter conseguido uma dilação de noventa dias no pagamento de metade da taxa de justiça integralmente antecipada com a apresentação de peças processuais; que permite a constante violação da lei dos actos próprios dos advogados e solicitadores e que, por sua própria iniciativa, propõe, na alteração ao Estatuto, o já pacificamente aceite direito de atendimento preferencial dos advogados nas repartições.
O Bastonário tem, com efeito, a legitimidade que lhe decorre de um acto eleitoral democrático. Mas já não lhe assiste tal legitimidade quando exerce de forma autista, déspota e ditatorial o poder que daí lhe adveio, sobretudo contra os advogados, procurando, para a sua almejada e efémera popularidade, denegrir a imagem e o prestígio da profissão, que põe constantemente em causa.
O Bastonário António Marinho e Pinto tem de consciencializar-se que a defesa do prestígio e interesses da advocacia não é antagónica com a defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos; e que ser Bastonário da Ordem dos Advogados impõe-lhe o primordial dever de representar e defender condignamente os seus pares para melhor defender os cidadãos e servir a Justiça.
O que o Dr. António Marinho e Pinto não pode é ser exclusivamente o Provedor do Cidadão contra os Advogados, sob pena de desvirtuar completamente o cargo que ocupa. E, se como tal se tem comportado, então só tem uma saída: demitir-se de Bastonário da Ordem dos Advogados.

(*) António Cabrita

(Advogado e Presidente do Conselho Distrital de Faro da Ordem dos Advogados)

terça-feira, 9 de Junho de 2009

Tragédia no Atlântico

Vôo AF 447

Peça achada no mar pode ser chave em investigação

A descoberta pelas equipes de resgate do estabilizador vertical do Airbus A330 da Air France, que fazia o vôo AF 447 e caiu no Oceano Atlântico, pode ser decisiva nas investigações sobre as causas do acidente, disse nesta segunda-feira o brigadeiro da reserva José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero. Pereira analisou as fotografias dos destroços divulgadas pela Aeronáutica e pela Marinha, e disse que as peças devem conter informações valiosas para as investigações.
"Aquilo é importante", afirmou o brigadeiro, em referência ao estabilizador vertical. "O leme do avião é preso àquela peça. Como há a suspeita de que uma das consequências do problema foi a quebra do leme, a descoberta do estabilizador vertical inteiro pode ajudar muito os investigadores. Pode mostrar como rompeu, como o leme se soltou, qual foi a força que atuou e foi capaz de quebrar alguma coisa", acrescentou.
Os fios retirados do mar também podem ajudar nas apurações da causa do acidente, já que o avião reportou automaticamente à Air France ter sofrido uma falha elétrica. "Vi uma foto de uma cablagem, aquela maçaroca de fios. A forma como aqueles fios foram seccionados e a medição se eles foram submetidos a uma carga elétrica", comentou o ex-presidente da Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros.
Para Pereira, entretanto, as investigações não devem ser concluídas em um curto período de tempo. "Serão anos de investigação, a não ser que eles (as equipes de busca) descubram logo a caixa-preta. Estou acreditando nos franceses. Eles têm uma tecnologia boa e experiência nisso, e estão mandando um submarino para lá", comentou o brigadeiro.
Autoridades responsáveis pelos trabalhos de busca no Recife têm se negado a dar detalhes sobre os destroços encontrados, mas em vídeo publicado em seu site na internet, a FAB informa que o estabilizador vertical do Airbus está entre as peças encontradas no oceano.
O acidenteO Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília).
De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.
Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.
A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).

Rescaldo Eleitoral - Opinião

Os resultados eleitorais vistos à lupa

Se os resultados das eleições para o Parlamento Europeu se traduzem numa derrota clara do PS, já não são assim tão claros quanto a vitórias, todos os partidos da oposição podem reclamar vitória e até Laurinda Alves se pode gabar dos quase 2% de votos no MEP.
O PS perdeu e fez tudo para perder, escolheu um candidato sem vocação para batalhas eleitorais e incapaz de falar para os eleitores, os outdoors nem mereciam uma olhadela mais atenta pois não diziam nada e mais pareciam mais uma campanha para vender fraldas para a terceira idade do que uma campanha política.
O PSD ganhou mas mal descolou dos 30% de intenções de votos que perseguem este partido nas sondagens, não foi o PSD que subiu, foi o PS que desceu. Paulo Rangel fez uma boa campanha e se em vez de ser candidato ao Parlamento Europeu estivesse a concorrer à liderança do PSD poderíamos ter agora uma alternativa real a Sócrates. Mas nas legislativas voltará o fantasma de Ferreira Leite e nessa ocasião não haverão lebres, o protagonismo terá mesmo que ser da líder do PSD que desta vez até criticou a presença de Sócrates para justificar a sua omissão estratégica.
O PCP pode clamar vitória mas na boca de Jerónimo de Sousa o sabor é amargo, o PCP foi ultrapassado pela constelação de partidos de extrema-esquerda que se diluíram no BE. Depois de tudo fazer para combater as políticas de Sócrates na rua o PCP optou por fazer um discurso a pensar na Europa, o BE aproveitou este erro estratégico e manteve o se discurso centrado nas políticas internas e colheu os resultados das manifestações e lutas sindicais promovidas pelo PCP e pelos seus sindicatos. Um partido que organiza uma manifestação com 80 mil militantes e simpatizantes e que promove uma iniciativa com a grandiosidade da Festa do Avantes acaba de ser batido por uma marca branca da extrema-esquerda que é incapaz de organizar um piquenique no Parque Eduardo VII.
O CDS, que as sondagens davam como estando entre o estado de coma e a morte cerebral, recupera e fica a dois pontos do PCP e do BE acabando por ser o vencedor destas eleições recuperando uma posição que coloca Porta como um potencial braço direito de Manuela Ferreira Leite, um cenário que não ajuda nada uma candidatura da líder do PSD a primeira-ministra, enfim, o PSD também terá o seu Bloco de Esquerda.

As europeias foram uma sondagem para as legislativas

Não faltarão comentadores e dirigentes partidários a tentarem confundir as europeias como uma sondagem para as legislativas extrapolando os resultados de forma linear, partindo do pressuposto errado de que os portugueses votam sempre no partido que preferem ver no governo independentemente do que está em causa nas eleições. Talvez não seja bem assim e basta recordar a elevada taxa de abstenção.
O grande partido vencedor são as abstenções e serão estas o grande inimigo do PS nas legislativas. A grande dúvida que resulta destas eleições reside em saber se estas abstenções e uma parte do chamado “voto de protesto” são o PRD de José Sócrates, isto é, se uma parte do voto de protesto e das abstenções funcionam como ponto de passagem dos votos para Manuela Ferreira Leite.
Para onde foram os votos do PS? Os grandes ganhadores foi o BE e a abstenção e, muito provavelmente, o próprio CDS. O resultado do PSD é o que mais se aproxima das previsões das sondagens, os 32% são o resultado do elevado nível da abstenção dos eleitores do PS. O PSD não descolou dos habituais 28, 29% das sondagens. Se a transferência de votos que se registou entre o PS e o BE se tivesse registado entre o PS e o PSD este partido teria ficado no limiar da maioria absoluta. Mesmo não estando em causa a escolha de um primeiro-ministro os eleitores do PS preferiram o BE a votar no partido de Manuela Ferreira Leite e os que optaram pela direita escolheram Paulo Portas.
À direita foi o CDS o que mais beneficiou do voto de protesto, muitos dos que o ignoraram nas sondagens votaram nele nas urnas. Se o BE beneficiou do voto de protesto em sectores como os professores, o CDS beneficiou da revolta do meio rural contra o abandono a que foi votado pelo ministro da Agricultura. A família Portas foi a grande vencedora destas eleições e o perfil de cada um dos manos Portas explica bem uma boa parte das transferências de votos do PS para o CDS e BE.
Manuel Ferreira Leite obteve uma meia vitória, não convenceu quase ninguém na sua área política mas foi o partido mais votado por falta de comparência do adversário. Mais do que derrotar Sócrates a líder do PSD derrotou os seus adversários internos. Se até aqui os líderes do PSD eram avaliados pelas sondagens, a própria Ferreira Leite ganhou as directas porque as sondagens lhe davam vantagem em relação a Pedros Passos Coelho, com este resultado Ferreira Leite pode calar os adversários se futuras sondagens lhe forem desfavoráveis.
Se ao impacto das abstenções acrescentarem o fraco desempenho eleitoral de Vital Moreira, um autêntico espanta votos, os responsáveis do PSD terão muito pouco para festejar em privado. Quando o confronto for entre Ferreira Leite e José Sócrates todas as cartas serão baralhadas, a abstenção será mais pequena (ainda que previsivelmente elevada) e muitos do que agora votaram BE e mesmo PCP questionar-se-ão se preferem Manuela Ferreira Leite ou Sócrates em São Bento.
Quando chegarem as legislativas serão poucos os portugueses que sabem que Paulo Rangel é deputado europeu, a não ser que Ferreira Leite volte a tirar o mesmo coelho da cartola e o apresente como seu braço-direito num futuro governo, cenário que, aliás, é muito provável. Uma coisa é votar num deputado europeu de que nos vamos esquecer, outra é escolher Ferreira Leite para primeira-ministra, ainda por cima sabendo-se que vai ter Paulo Portas como número dois. Ferreira Leite e Paulo Porta foi o que demais detestável teve o último Governo do PSD; já que o de Santana Lopes não conta, não passou de um fait-divers de alguns meses.
Não faltarão os que votaram BE, PCP e PSD para protestar contra a irracionalidade de algumas medidas do Governo de Sócrates. Mas os funcionários públicos sabem que se Ferreira Leite chegasse ao poder manteria todas as medidas e ainda acrescentaria algumas, é bom recordar que não faltava no PSD quem defendesse o despedimento de 150 mil funcionários públicos. Parece-me que o partido que menos beneficiou do voto de protesto poderá ter sido o CDS, ainda que admita que algum eleitorado do PS preferiu votar neste partido a votar no PSD como forma de protestar.
Mais do que derrotar o PS Manuela Ferreira Leite derrotou os seus opositores internos, ainda que tenha criado o seu sucessor na personagem de Paulo Rangel, o seu discurso de vitória foi mais o discurso de um líder partidário do que o de um futuro deputado europeu. Manuela Ferreira Leite não poderá dizer aos portugueses, como disse Paulo Rangel, que vai resolver a crise económica com os fundos europeus. Este outddoor do PSD vai ser uma dor de cabeça pois algumas das parvoíces publicitárias a que Paulo Rangel recorreu irão condicionar as propostas da líder do PSD.
Para Sócrates este resultado eleitoral tem a vantagem de o fazer perceber que pode perder as legislativas, confrontando-o com a necessidade urgentes de se tratar do autismo e da arrogância. Neste sentido Ferreira Leite poder ter tido uma vitória precoce obrigando o primeiro-ministro a corrigir o discurso a tempo de recuperar para as legislativas.
Se Sócrates insistir em considerar que todos os funcionários públicos são inimigos do progresso, se permitir a idiotas como o secretário de Estado da Administração Pública continuem a dizer que trucidará quem encontrar na frente, se o ministro da Agricultura não perceber que nem todos os agricultores vivem e sobrevivem de subsídios, então estará condenado.

Os derrotados não oficiais das Eleições Europeias

Não foi apenas o PS que perdeu as eleições europeias, algumas personalidades da vida política portuguesa terão sentido o sabor da derrota mesmo sem terem ido a votos, são os derrotados não oficiais nestas eleições.
O primeiro grande derrotado não oficial é Manuel Alegre cuja acção foi decisiva para a transferência de um número significativo de votos do PS para o BE, deve ter sentido um amargo de boca ao ouvir Miguel Portas gozar com a situação agradecendo aos eleitores do PS. Ao longo da legislatura Manuel Alegre tem mantido uma posição oportunista em relação ao PS, aparece a criticar o seu partido sempre que o populismo lhe proporciona simpatias, cala-se sempre que a sua solidariedade se justifica mas o pode prejudicar.
Neste novo quadro eleitoral Manuel Alegre perde todo o protagonismo, a não ser na CML onde ainda conta com a acção de Helena Roseta que poderá dar uma ajuda preciosa a Pedro Santana Lopes. Abandonado pelos jornalistas a não ser se as suas palavras ajudarem a derrubar Sócrates resta a Manuel Alegre reformar-se pois as suas hipóteses de chegar à Presidência da República são hoje quase nulas. Nem a direita nem o eleitorado do PS se vão esquecer da sua ajuda à extrema-esquerda.
Os opositores internos do PSD sabem bem que o PSD não descolou dos 30% e que a percentagem atingida resulta mais da abstenção combinada com a queda do PS, mas não se podem manifestar, seria um erro combaterem a ilusão de vitória que até permitiu a Paulo Rangel defender que o Governo deveria passar a estar em gestão. Os críticos de Manuela Ferreira Leite desapareceram das pantalhas, apenas vimos um Santana Lopes sair da sede com ar de agente secreto.
Por mais que o PSD se desdobre em críticas a Vital Moreira por ter suscitado a questão do envolvimento de personalidades do PSD na fraude do BPN o facto é que a questão foi suscitada. Até aqui o PSD e o próprio Ministério Público têm tratado o assunto como se fosse um pequeno roubo numa mercearia, tudo apontava para condenar Oliveira e Costa e ilibar os restantes responsáveis pela fraude.
Quer o PSD queira, quer não queira o facto é que o assunto está em cima da mesa e a primeira vítima poderá ser Dias Loureiro. Depois de os justiceiros da lei tudo terem feito para destruir o PS é muito provável que agora se comportem como as arbitragens manhosas do futebol e mostrem uns cartões a personalidades do PSD numa tentativa ridícula de tentarem exibir equidade.

Ler mais em: http://jumento.blogspot.com/

O ano de “corta-fitas”

Inauguração de Escola dá lugar a Comício

O Presidente da Câmara de Castro Marim aproveita a inauguração da Escola EB1 de Altura para fazer comício eleitoral do PSD.

A secção do PS de Castro Marim, denuncia a falta de ética política do presidente da Câmara Municipal, José Estevens, ao aproveitar a inauguração da Escola EB1 de Altura para promover um autêntico meeting eleitoral.
No comunicado emitido pelos socialistas de Castro Marim, durante a cerimónia solene, “o autarca comprometeu-se na construção de diversos equipamentos para servir a Freguesia de Altura, entre os quais, um Pavilhão Desportivo e uma Piscina, sem demonstrar o minimo pundonor político, tendo conhecimento que esses mesmos compromissos já tinha sido assumidos, anteriormente, pelo candidato do PS à edilidade castromarinense, e amplamente divulgados através dos outdoors instalados pela candidatura, na localidade”.
O PS condena igualmente “a forma deselegante, disparatada mesmo, como o presidente do município de Castro Marim reagiu à presença do candidato socialista, Almeida Martins, e de outros alturenses que quiseram participar na cerimónia de inauguração deste equipamento tão importante para a freguesia, ao insinuar que ali estavam sem terem sido previamente convidados.
A situação seria caricata se não fosse de extrema gravidade, uma vez que a presença da população num acto público destas característica está absolutamente justificada, independentemente de lhes ter sido endereçado um convite ou não. E ainda mais quando a construção do estabelecimento de ensino que estava a ser inaugurado se devia, em grande medida, ao altruísmo de três alturenses que cederam os seus terrenos gratuitamente, entre os quais se inclui o médico Almeida Martins, candidato do PS à câmara castromarinense”.
Por último, o comunicado do PS quer alertar a população do concelho de Castro Marim para “a prática claramente eleitoralista que está a ser adoptada pelo actual presidente do município e exorta a que não se deixem manipular por quem assume compromissos nos períodos eleitorais e não os esquece no momento em que sobe ao poder”.

Inédito no Algarve

Academia para Cães

Prova e demonstração de animais especialmente treinados para vários tipos de acção.

O HappyDogCenter, Escola e Hotel para cães leva a efeito uma demonstração, e sessão na etapa de Mondioring, a efectuar nas suas intalações, no Happy Dog * Dog Center, em São Lorenço do Palmeiral, Pêra, no concelho de Silves.
O evento da responsabilidade da Caneutile e do HappyDogCenter trás ao Algarve a oportunidade única de assistir às espectaculares provas de ataque, saltos e obediência dos animais, especialmente treinados nesta academia canina.
Vão colaborar nesta acção os voluntários Edmundo Franco, Celso Alves, Bruno Francisco e Afonso Coelho, comandados pelo comissário Maria David.
A responsabilidade e Direcção da prova será de Cláudia Miranda. A prova tem entrada livre.
Para mais informação contacte: Happy Dog Center 963968242

Retratos do Algarve


Ciclo Viajantes, Escritores e Poetas

Pátio de Letras recebe conferência sobre o Algarve visto pelo escritor Teixeira Gomes.

No dia 13 de Junho, pelas 17h30, o Pátio de Letras, em Faro, recebe mais uma conferência do ciclo Viajantes, Escritores e Poetas – Retratos do Algarve. Para esta conferência, assegurada pela Prof.ª Ana Alexandra Carvalho, docente da UAlg, e intitulada Teixeira Gomes e o Algarve, convocar-se-ão algumas das passagens que, na obra de Manuel Teixeira Gomes (Portimão, 1860 - Bougie, Argélia, 1941), surgem dedicadas ao Algarve, evocando-o tanto a nível paisagístico como sociológico.
“O educado espírito de esteta do autor leva-o a contemplar a paisagem algarvia e a recriá-la imaginativamente como cenário vivo da antiga e mítica Hélade, revelando-se aquela até superior ao modelo ideal da Antiguidade em harmonia e beleza”, explica Ana Alexandra Carvalho, próxima oradora do ciclo de conferências Viajantes, Escritores e Poetas – Retratos do Algarve.
Contudo, continua a docente de literatura da UAlg, “o fino poder de observação de Teixeira Gomes e a sua ironia mordaz retratam sem clemência os tiques e as taras de algumas figuras caricaturais da sociedade pequeno-burguesa algarvia do último quartel do século XIX, grotescas no seu provincianismo, vícios e costumes ridículos”.
No entanto, “o que verdadeiramente eleva este autor algarvio ao panteão das letras nacionais, e não só, é o facto de a sua escrita se revelar de uma perfeição clássica, impecável no rigor, na lógica e, simultaneamente, na harmoniosa plasticidade que a não deixam envelhecer”, conclui Ana Alexandra Carvalho.
Inserido nas comemorações dos 30 anos da UAlg, o ciclo de conferências Viajantes, Escritores e Poetas – Retratos do Algarve é organizado pelo Centro de Estudos Linguísticos e Literários (CELL) da UAlg e pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António/Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, e decorre no Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Santo António e na Livraria Pátio de Letras, em Faro, nos meses de Junho e Julho.

Cooperação Internacional na Educação

Uma parceria inovadora

Workshop com investigador francês da Sorbone, Prof. Óscar Brenifier, orienta professores do Colégio Internacional de Vilamoura.

Uma equipa sénior de professores do Colégio Internacional de Vilamoura (CIV) esteve durante dois dias e meio reunida com o Professor Óscar Brenifier, prestigiado investigador francês, professor na Sorbone e Doutorado em Filosofia, com vários livros publicados em vários países, como por exemplo Alemanha, França, Noruega, Espanha e Portugal, com o propósito de analisar as práticas do CIV e de confrontar os professores com os conceitos da escola.
As sessões de trabalho decorreram em Lisboa e foram desenvolvidas a partir de uma aula visionada com uma turma do 1º Ciclo da escola portuguesa. Para este professor, mais importante do que o conceito trabalhado pelo professor, é o processo cognitivo em si, ou seja, a “forma como pensamos”.
Nesta perspectiva, os professores desta conhecida escola internacional tiveram a oportunidade de confrontar o seu modelo com as abordagens científicas apresentadas pelo professor Brenifier. Este workshop exclusivo colocou frente a frente os professores participantes e procurou colocar em evidência a complexidade e a subjectividade das escolhas cognitivas.
Para o director desta escola internacional, Renato Costa, este trabalho faz parte de um longo período de reflexão sobre as metodologias e as práticas inovadoras do colégio, num trabalho cooperativo iniciado em 2006 de preparação de um novo currículo para o século XXI. No âmbito das suas relações internacionais, o colégio tem contado com a colaboração/participação directa de prestigiados investigadores em educação internacional.
O Colégio Internacional de Vilamoura foi recentemente agraciado com a medalha de mérito atribuída pela Câmara Municipal de Loulé pelo destaque que tem tido nos últimos 25 anos na área da educação internacional.

Soverde Poker Season 2009

Dá Prémio de 14 mil euros

O Casino de Vilamoura, recebeu nos dias 5, 6 e 7 de Junho, a 6ª Etapa do Torneio de Poker - Solverde Season 2009.

Esta edição contou com a presença de mais de 190 jogadores dos mais diversos pontos do país, assim como de jogadores estrangeiros.
Depois dos vários Torneios Satélite realizados no primeiro dia do evento, Sábado, 6 de Junho, disputaram-se as “Eliminatórias” desta 6ª Etapa do Solverde Season 2009 Poker Texas Hold’em, para apurar os finalistas dos 190 inscritos que disputariam a final na tarde de Domingo.
Na Final de 7 de Junho, o prémio vencedor coube a Rui Milhomens no valor de 14.130 Euros. Nos lugares imediatos ficaram Daniel Ferreira, com 10.740 Euros, José Figueiras, com 7.913 Euros, António Cabral, com 5.086 Euros e Paulo Cardono com 3.674 Euros, entre outros 15 premiados.
Ainda no Domingo, decorreram em simultâneo com a Final da 6ª Etapa, a Festa do Poker e o torneio de Encerramento. Este último permitia aos participantes eliminados no dia anterior e a outros que o desejassem, habilitar-se a uma entrada no Main Event, que decorrerá no Casino de Espinho, em Dezembro.

segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Autarca do Ano pagou almoço da Assorgal

Sabem, por acaso, o que é o «Correio Meridional»?

Resumidamente, é um jornalzinho que, esporadicamente se publica no Algarve e que se destina, particularmente, a divulgar auto-retratos do seu presidente-director-fotógrafo-redactor-e-assistente de redacção único, um sujeito vivaço e bon-vivant, de nome António Marques, bem falante, afável e de olho vivo, cujo bigode farfalhudo parece viver navegando por entre uma determinada paspalheira algarvia, por acaso constituída por uma «plêiade» de saloios, cuja vacuidade lhes não permite mais que olhar para o próprio umbigo e que, depois de o perguntarem ao seu próprio espelho, ficam com a convicção de que «no mundo não há ninguém melhor nem mais belo do que eu».

Leia mais aqui: http://calcadaodequarteira.blogspot.com/2008/04/o-autarca-do-ano.html

CRÓNICA DE: Lourenço Anes - calcadao@clix.pt

25 Praias sem vigilância no Algarve

Bandeira a meia haste

Falta de nadadores-salvadores impediu abertura de 25 praias no Algarve, na data inicialmente prevista.


As dificuldades registadas na contratação de nadadores salvadores impediu a abertura de 25 praias do Algarve na data de início da época balnear, na passada segunda-feira, disse à Lusa a Autoridade Marítima do Sul.
"Num total de 210 praias concessionadas no Algarve, 25 não abriram a época ao público por dificuldades com os nadadores salvadores, o que representa cerca de 10 por cento", afirmou o comandante Marques Ferreira.
O responsável da zona marítima do Sul adiantou porém que "houve um número significativo de praias que abriram antes de 01 de Junho", data oficial da abertura da época balnear.
Marques Ferreira precisou que abriram antes do arranque da época balnear "35 por cento das praias localizadas na área da capitania de Vila Real de Santo António, 25 por cento na de Tavira, 26 por cento na de Faro, 87,5 por cento na da delegação marítima de Albufeira, 47 por cento na da capitania de Portimão e 14 por cento na de Lagos".
"Todas as outras abriram a partir de 01 de Junho, com excepção para essas 25 praias, que não vão abrir por dificuldades com os nadadores salvadores", frisou o comandante.
Das praias que não abriram na data prevista, três situão-se em Vila Real de Santo António, uma em Olhão, duas em Faro, 10 em Portimão e nove em Lagos.
Marques Ferreira explicou que o número mais significativo de praias que não abriram na data da temporada, regista-se na área da capitania de Lagos, porque "grande parte está situada na Costa Vicentina e só tem uma maior afluência de pessoas a partir de Julho", devido a ser uma zona "mais fria e mais ventosa".

Eleições Europeias

José Sócrates, o rosto da derrota

Secretário-geral assume a derrota: «Sempre que o PS é derrotado, o secretário-geral é derrotado», mas diz que não tem impacto no Governo.

José Sócrates surgiu com cara de poucos amigos na sala Europa do Hotel Altis, mas começou por assumir a derrota. Ciente das dificuldades, disse que o seu objectivo é vencer sim, as legislativas, assegurando que não mexe no Governo.
«Quero começar por saudar e felicitar todos os deputados eleitos, de todos os partidos, que vão representar Portugal. Felicitar o PSD, o partido mais votado, e que teve vitória política. Estes resultados são decepcionantes e ficam aquém da expectativa. Quero assumir a responsabilidade política destas eleições, que foram disputadas em condições muito difíceis para o PS. Os resultados não são bons, mas são resultados para o Parlamento Europeu e em nada diminuem a determinação do PS para a manutenção da governabilidade do nosso país», frisou.
«Agradeço ao Vital Moreira pela forma como assumiu este projecto. O PS tem muito orgulho em tê-lo como deputado e temos confiança em si», disse, dirigindo-se ao cabeça-de-lista do PS.
«O PS já teve muitas derrotas e muitas vitórias. Surgirá uma altura em que se avalie o Governo, que é daqui a uns meses. Nesta noite eleitoral, os resultados decepcionantes dão-nos mais vontade e determinação para o futuro. Estas derrotas dão ânimo para prepararmos com mais vontade e ambição as legislativas, que temos de vencer», disse ainda.
Uma ideia fica no ar: «Sempre que o PS é derrotado, o secretário-geral do PS é derrotado, mas aqui estaremos também para as vitórias».

Paulo Rangel

«Queremos uma política de verdade»

Candidato do PSD atribui louros da vitória a Ferreira Leite.

Paulo Rangel assumiu este domingo a vitória nas eleições europeias, preferindo atribuir os créditos do resultado à líder do PSD e criticar José Sócrates, lançando já sinais para o futuro, tendo em vista as legislativas.
Nestas eleições, como nas próximas, garante o cabeça-de-lista, os sociais-democratas vão apostar na «política de verdade, de proximidade, sem propaganda, sem alarde».
«Naturalmente que a nossa primeira palavra é de grande alegria, de enorme satisfação, por termos dado esta nova esperança de que há possibilidade de construir alternativa consistente, forte, ao Governo e ao seu primeiro-ministro. Quero fazer um agradecimento especial a Manuela Ferreira Leite, pela sua determinação, pela sua política de verdade, pela forma como encarou a política com seriedade, sobriedade, sempre com determinação. A nossa presidente é a grande vencedora desta noite».
«Espero que os que se sujeitaram a baixa política, tenham aprendido uma lição», referiu, aludindo às insinuações de Vital Moreira sobre o caso BPN. E, eis que surgem os ataques à oposição: «Esta derrota é uma derrota do PS e do engenheiro Sócrates. Todos sabem que Sócrates se envolveu na campanha, pelo que esta é uma derrota pessoal do engenheiro Sócrates».

Miguel Portas:

«Vitória está à esquerda e não à direita»

BE considera resultados «uma derrota enorme das políticas do PS»

Miguel Portas reagiu à possibilidade do BE eleger um terceiro eudeputado, considerando que a «vitória nestas eleições está à esquerda e não à direita», depois do «extraordinário resultado» alcançado pelo BE.
Agradecendo aos jovens que votaram pela primeira vez, aos idosos, aos desempregados e sobretudo «às pessoas que deixaram de votar em José Sócrates para votarem à esquerda», o cabeça-de-lista prometeu que «o BE está pronto para responder à crise».
«Este resultado é uma derrota enorme das políticas do PS. Considero que é uma consequência do demérito do Governo, o que levou muitos milhares de socialistas a votarem agora no BE. Mas também houve um trabalho consistente do BE, que se foi afirmando como uma alternativa», afirmou.
Miguel Portas admitiu que estes resultados são um «reforço» para os bloquistas, que têm agora «melhores condições para responder à batalha eleitoral que se segue». O cabeça-de-lista voltou a referir que «o objectivo nunca foi ficar à frente da CDU»: «Queríamos uma grande votação à esquerda e o melhor resultado possível para a esquerda europeísta.»
O mapa político português mudou. Se a vitória do PSD não foi esmagadora, o que é certo é que a cor do país passou do rosa para o laranja. Numa leitura dos triunfos a nível distrital, os sociais-democratas garantiram grande parte deles, enquanto a CDU conquistou dois e o PS apenas dois.
O PSD venceu nos Açores, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Madeira, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.


«Apanhados» no rescaldo eleitoral...





José Sócrates para Vital Moreira:


«Não chores 'pá' que isto ainda não é nada, comparado com o que vem aí»











Paulo Rangel:


«Manela, diz-lhe que sim... agradece-lhe, que agora passeatas, feiras e comícios é comigo!»















Nuno Melo:


«Paulo, esta vitória é tua! Comes a sopa, mas quem vai p'ra Bruxelas sou eu!»













Miguel Portas:



«Vai uma ginginha? Já sabe, com um copito, papamos os votos todos à esquerda!»












Jerónimo de Sousa para Ilda Figueiredo:


«Deixa lá, mais uma vez não ganhámos deputados, mas ganhámos moralmente»












Vital Moreira:

«Este parece bruxo... E agora, o que é que eu vou fazer com este barrete?»











domingo, 7 de Junho de 2009

Revista de Imprensa

Algarve: PSD ganha Europeias
O PSD levou a melhor ao PS, também no Algarve, em número de votos para o Parlamento Europeu, ainda que com menor margem que a nível nacional. Bloco subiu em flecha.
Ler em: http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?site_lang=pt&noticia=29802

Sondagem à boca das urnas: PSD pode ganhar as europeias
O PSD foi o partido mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu realizadas este domingo, segundo a sondagem à boca das urnas realizada para a SIC e SIC Notícias. No entanto, pode-se estar na prática perante um empate técnico, com um intervalo muito pequeno.
Ver em: http://sic.aeiou.pt/online/noticias/portugal2009/sondagem-boca-urnas.htm

Eleições Europeias
As primeiras projecções sobre as eleições europeias indicam que uma taxas de abstenção entre 60 a 65 por cento. A sondagem da SIC prevê uma abstenção entre os 60,7 e os 64,3 por cento, enquanto as projecções da RTP apontam para uma abstenção entre os 61 e os 65 por cento.
Ler em : http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=04673F6D-994C-4292-A41A-999553D4EC76

Abstenção acima dos 60%
Muitos portugueses escolheram praias do Algarve como destino, apesar das eleições.
Ler em: http://sic.aeiou.pt/online/homepage/default

Portugal pode vir a ter Partido pelos Animais
O termo já faz parte do nome mas o Partido Pelos Animais ainda não está formalizado junto do Tribunal Constitucional, contando com a Internet para recolher as assinaturas que podem levá-lo a eleições ainda este ano.
Ler em: http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias.asp?categoria=13

Ocupação hoteleira do Algarve registou uma descida de 13,4% em Maio
A taxa de ocupação hoteleira no Algarve desceu 13,4 por cento no mês de Maio relativamente ao período homólogo de 2008, informou hoje a maior associação de hoteleiros da região.
Ler em: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=33743

Quanto custa o sonho algarvio
As moradias de luxo no Algarve continuam a custar milhões. Não baixam porque quem as tem não tem pressa de as vender.
Ler em: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=60F12AC6-AF3D-4AF7-A781-F264A63C48BB&channelid=00000019-0000-0000-0000-000000000019


Justiça branda
Os diversos órgãos da comunicação, e não somente os jornais, vão divulgando as mais diversas notícias, regra geral sobre escândalos sociais e económicos, onde as falências dos bancos tomam proporções imensas e despudoradas, porque entra o Estado a tomar a responsabilidade de assegurar os prejuízos, que não são de escassos milhares de contos, mas de milhares de milhões de euros.
Ler em: http://www.jornalavezinha.com/noticia.asp?idEdicao=179&id=8232&idSeccao=1590&Action=noticia

Aljezur: Ministro reconhece "ausência" do Estado na resolução dos problemas
O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Nunes Correia, reconheceu hoje que o Estado não teve a responsabilidade que lhe era exigida, na resolução dos problemas da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano.
Ler em: http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias.asp?categoria=13


Líder do PS/Açores reitera necessidade voto obrigatório
O líder do PS/Açores, Carlos César, reiterou hoje a necessidade do voto obrigatório nas eleições em Portugal, como forma de "acautelar" a "qualidade da democracia".
Ler em: http://dn.sapo.pt/Inicio/

Excesso de álcool em festa de escola
Bebidas alcoólicas – como sangria e cerveja – estiveram à venda na festa realizada anteontem à noite na Escola Secundária Dr. Augusto César da Silva Ferreira, em Rio Maior, o que indignou alguns dos familiares dos alunos.
Ler em: http://www.correiomanha.pt/

Droga, principal motivo de detenção de 1531 emigrantes
As detenções em países estrangeiros subiram nos primeiros três meses do ano. Só nas cadeias francesas há neste momento 557 portugueses.
Ler em: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/

Menor diz estar em lua-de-mel
Elisabete Xavier, de 15 anos, residente em Pedrógão Grande, está desaparecida há duas semanas. Deverá estar acompanhada de um homem de 38 anos, com cadastro policial por furtos, com quem a menor diz estar a viver "em lua-de-mel".
Ler em: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=CB49FD58-9761-4EB5-8312-A563087E8660&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

Crónica do Serrone

De que estamos à espera?

Home – O Mundo é a Nossa Casa , filme produzido pelo fotógrafo francês Yann Arthus - Bertrand, lançado mundialmente no passado dia 5 de Junho, no dia Mundial do Ambiente, para além de mostrar imagens verdadeiramente excepcionais e raras, enquanto retrata objectivamente as fragilidades do modelo de desenvolvimento das sociedades modernas, traz uma mensagem de esperança à humanidade, de que ainda é possível salvar o que resta do planeta.

Confesso que desconhecia o referido documentário, quando escrevi a crónica anterior, “Desafio Global”, a primeira de outras que me propus escrever sobre os grandes desafios que a humanidade vai ter que enfrentar nesta e nas próximas gerações. Se tivesse que escolher um documentário para introduzir o tema, certamente não iria hesitar. O filme de Yann Arthus seria a minha opção, por isso o aconselho a todos os que ainda não tiveram a oportunidade de o ver.
Já não existem dúvidas que as mudanças climáticas são antropogénicas (derivadas da actividade humana). Citando John Kennedy: “Os nossos problemas são gerados pelo Homem; podem, portanto, ser resolvidos pelo Homem. Nenhum problema associado ao seu destino está fora do alcance dos seres humanos”. Palavras de grande sensibilidade e geradoras de enorme impacto histórico no passado recente e que, de novo, voltam a revestir-se de uma enorme oportunidade política, agora que o ser humano enfrenta o desafio da sustentabilidade do planeta para a vida. Segundo é dito por Yann Arthus: “É tarde demais para ser pessimista”…

“A humanidade tem 10 anos para inverter a trajectória que levará a Terra ao ponto sem retorno, em direcção ao caos. Vamos enfrentar os factos. Temos que acreditar. Temos muito pouco tempo para mudar”... “Mas já existem testemunhos de uma nova aventura humana baseada na moderação, na inteligência e na partilha. Está na hora de nos unirmos. O importante agora não é aquilo que se foi, mas aquilo que resta. Ainda temos metade das florestas do planeta, milhares de rios, lagos e glaciares e milhares de espécies que prosperam. Nós sabemos que existem soluções. De que estamos à espera?”.
Serrone

Crónica de Domingo

“Yah”... a farra carnavalesca eleitoral vai chegar

Com as Festas de Verão algarvias, os políticos nada mais pretendem que visibilidade pública ao mais alto nível nos jornais, TV e revistas côr-de-rosa, muitas das vezes para também 'imporem' as suas ambições pessoais dentro do próprio Partido.

Quando após o 25 de Abril iniciei o meu percurso profissional pelo jornalismo, estava longe de imaginar os meandros que esta profissão atravessa nas mais diversas áreas, nomeadamente na política, a qual seria mais tarde a grande revolução no conceito da liberdade de expressão. Na verdade, depois de ter “aprendido” a contornar a ditadura, não tive uma visão pré-concebida das piruetas que nos esperam no dia-a-dia, no contacto com algumas das mais diversas pessoas que fazem parte do espectro político nacional. Apenas percebi que seria uma área profissional difícil, com grande dificuldade de aceitação pelas pessoas que não convivem bem com a opinião dos outros - a democracia, e têm da necessidade e melhoria da qualidade de vida de todos um conceito abstracto e puramente demagógico. Porque, em ditadura ainda havia vergonha. Hoje, ela perdeu-se.
Agora, escrevendo com uma liberdade de expressão mais enraizada, paga diariamente com as dificuldades que encontro na obstrução dos mais variados projectos profissionas. Escrevo aquilo que a alma me dita, sem trair princícpios nem consciência, acreditando que é uma pequena achega - pela grande expansão deste sítio na Internet, e uma alternativa de presente e futuro de opinião para todos os que nos lêm.
Aconselho por isso, todos a reflectir sobre esta actividade que não é fácil - quando exercida com deontologia e profissionalismo, que nos cobra dividentos tipo ‘conta-gotas’, e nos desafia diariamente para que provemos a nossa ética e probidade.Dado o prólogo, passemos ao mais importante. Este é o ano derradeiro para os autarcas e os políticos na generalidade, 'darem nas vistas', pelo bom (quase sempre virtual) e mau motivo. Para mostrarem o trabalho que não fizeram antes, desculpas esfarrapadas e de ocasião, e ainda conservarem os ganhos ou recuperar perdas, da actuação nos seus mandatos.
Na 'pole position' da exibição, estão alguns concelhos algarvios, com as suas festas megalómanas, esperando saber quando o seu “científico” marketing dá frutos de ocupação hoteleira, outros no ano de todas as festas, fazendo concorrência aos Casinos do Algarve com concertos musicais para todos os gostos, e no rasto dos mais famosos municípios colocam-se ainda os políticos iniciados numa 'ânsia descomunal' de protagonismo onde a ‘geminação’ com Havana ainda não aconteceu pelo amnésico esquecimento de Fidel Castro ao não ter assinado o protocolo.
O impacto positivo nos índices de popularidade para as candidaturas destes políticos não deixa dúvidas: as Festas de Verão algarvias, pagas com o dinheiro dos munícipes são o trampolim de excelência para uma possível visibilidade a desfrutar pelos autarcas dos Concelhos, oportunidades que não podem ser descuradas. Festas ultra-dispendiosas no valor de milões de euros gastros em detrimento de outras necessidades para o Algarve - como sendo o apoio a Lares de Idosos e Creches Infantis que são prioritárias em quase todos os Concelhos - e sobretudo de uma duvidosa utilidade e pretenciosismo exagerado, que não trazem mais valias para as populações, a não ser a visibilidade disfrutada pelos representantes políticos, e onde o exibicionismo roubou o lugar à verdadeira Cultura. O que devia ser desprezível, tornou-se usual e abusivo em nome da 'diversão do Povo'. Um Carnaval durante todo o ano.
Mas o arquivo dessas notícias e reportagens dos “órgãos oficiais” autárquicos serão um documento para a história. Infelizmente, a mais clara condenação dessa prática sem vergonha não sai da boca de nenhum Director de Jornal independente, de nenhum Jornalista que se preze (só se escutam ‘bocas’ em bastidores, de olhar desconfiado entre dentes amarelecidos de cínico comprometimento) e tem apenas um defeito: quando chegar será tarde demais. Tarde para desmistificar os ‘clowns’ e a demagogia que não cessa de influir nos rumos do progresso desta Região, e para ser um instrumento capaz de contribuir para que o metabolismo da crise ética e moral da classe política não tivesse como fim a complacência alienada e da população, mas a indignação purificante.
Todos sabemos que é uma lástima de pobreza franciscana, a Imprensa algarvia. Todos sabemos que no cerne da questão, está a Imprensa na generalidade e a algarvia em particular, bombardeada todos os dias por alguns destes municípios com déz e quinze comunicados e convites diários sobre os eventos em curso. Uma imprensa tão pouco ética ao serviço das populações, tão enormemente subsidiodependente, cobarde e promíscua face ao poder político, dominada por uns 'artistas' de capelinha em luta pela sobrevivência e migalhas de mordomias, vendidos por um prato de lentilhas em “editais”, com cabecinhas de 'cães-de-feira', num Algarve que nem sequer tem intelectuais que possam ser a sua reserva moral. Os poucos que existem, são espertos e aliam-se à 'teta' do poder, todos mandando às favas a seriedade em troca de vantagens materiais. Basta ir aos arquivos e ver o que escreviam há dez anos atrás, e como escrevem agora.
Com uma Imprensa castrada como esta, e sem paixão pela ética e princípios deontológicos, que fáz cóssegas em vez de investigar e denunciar, noticiando a verdade em primeira mão, o Algarve está a perder uma chance extraordinária de moralizar o seu testamento político, e a hipotecar lentamente o futuro em benefício de uns tantos, uma 'classe' emergente que finge trabalhar em prol da causa pública. Que não restem dúvidas: a maioria dos políticos que ocupam os cargos públicos em Municípios e Departamentos do Estado algarvios, não têm força moral nem intelectual para se imporem às direcções partidárias em Lisboa. Pequenos títeres, não se atrevem sequer a 'bater o pé' em prol de leis ou investimentos que possam beneficiar ou defender o Algarve. Não têm o mínimo de preparação para o desempenho de tais funções. São unicamente 'funcionários' Partidários nomeados por obdiência canina, inquestionavelmente, os responsáveis por deixar que os piores sectores da política ocupem a cena principal, expondo o país às misérias a que todos assistimos indignados. Evidentemente que existem algumas excepções, mas infelizmente de tão poucas que são, e sem peso para fazer regra, deles não há visibilidade nem reza a história.
Com as Festas de Verão algarvias, ante-câmara carnavalesca do período eleitoral que se aproxima, os políticos nada mais pretendem que visibilidade pública ao mais alto nível nos jornais, tv e revistas côr-de-rosa, muitas das vezes para também 'imporem' as suas ambições pessoais dentro do próprio Partido. Quando o Governo socialista prometeu 'moralizar' os gastos públicos dos Municípios, e não o consegue fazer, não tendo actuado para sancionar ou demitir quem prevaricou, nem depois dos factos consumados ampla e publicamente conhecidos, é um sofisma pensar que nada tem a ver com comportamento moral. Só uma Imprensa livre pode ser suficientemente firme na denúncia de todo esse descalabro que se vive no Algarve, no momento adequado. Não será depois, que conseguirão despertar a consciência das populações, e legar aos seus filhos uma Região próspera, com futuro e competitiva.
Para nos diferenciarmos - ainda que por pouco - da miséria reinante, e sentirmo-nos bem com a nossa consciência, temos a obrigação moral de não calar. Parar, quando nos sentimos conspurcados. E dizer: jornalismo castrado, NÃO.
Foi o que um dia, fizemos.
Carlos Ferreira